O DNA dos profissionais vencedores

09/12/2013 17:11

O aprendizado de competências faz movimentos comparáveis aos do coração: de sístoles e diástoles. Em alguns momentos, é necessário fazer uma contração (sístole), ou seja, integrar as competências que já temos – às vezes de forma dispersa. Em outros momentos, é preciso expandir (diástole) as suas fronteiras e aprender novas competências.

Primeiro, vamos pensar no movimento da contração, a sístole. Três competências fundamentais precisam ser integradas se desejamos ter sucesso em nossas carreiras e em nossos empreendimentos: a) a gestão de pessoas; b) a gestão de clientes; c) a gestão de resultados.

Visualize um triângulo: no vértice do topo, o cliente. Um dos vértices de baixo representa as pessoas. O outro, os resultados. No centro do triângulo está o comprometimento.

Na minha experiência, desde meus tempos de executivo, comprometimento é consequência da boa gestão de clientes, da boa gestão de pessoas e do foco nos resultados. Não dá para falar em gestão de pessoas sem falarmos na gestão de clientes e vice-versa. Recursos humanos e marketing precisam aprender a andar de mãos dadas – e não um “de costas” para o outro, como tem sido a tônica. Quando maximizamos a sinergia de ambos, os resultados aparecem.

Ocorre que dividiu-se o indivisível, configurando-o em três departamentos: o de marketing, o de RH e o de planejamento estratégico. Infelizmente, vemos especialistas e experts que só entendem de uma dessas três áreas – sendo que são, as três, uma área só! Para piorar, tem prevalecido o lema “cada macaco no seu galho”. Isto pode até ter funcionado na Era Industrial, mas, na Era dos Serviços, os vencedores serão aqueles que conseguirem integrar três letras: P, C, e R – P de pessoas, C de clientes e R de resultados. Esse é o DNA dos melhores profissionais.

Sempre nos queixamos dos feudos, dos departamentos, das “ilhas de competência”, que não conseguem se transformar no “arquipélago de excelência” com que sonhamos. Lutamos para integrar nossas equipes. Desconfio de que precisamos integrá-las, antes, em nossa mente – na forma de pensar. Devemos unir, mentalmente, o que nunca deveria ter sido separado. Enquanto pensarmos em departamentos especializados será difícil integrar equipes.

Cézar Souza