Escolhas!

13/12/2013 19:16

Sempre temos e fazemos escolhas, às vezes acertadas, às vezes erradas, faz parte da vida. No último dia 12 de dezembro um acontecimento interessante mexeu com muita gente. No The Voice Brasil apresentado pela Rede Globo, o músico e técnico do programa Lulu Santos teve que fazer uma escolha crucial entre dois excelentes candidatos, onde o eliminado foi Dom Paulinho Lima, um dos favoritos ao título. Lulu Santos começou dizendo: "Achei que seria calculista, mas isso não está em mim. Dom Paulinho foi gigante, mas entrou preocupado com a questão da letra. Eu preciso escolher a Luana Camarah", continuou. O público presente, ao vivo, vaiou a decisão e Lulu se justificou. "Você errou a música, talvez por não estar concentrado. Você já é sucesso, já tem um caminho traçado. Eu preciso escolher a Luana", concluiu.

Bem, esta foi uma escolha. Acertada? O Dom Paulinho era o melhor? Ou a Luana? Muito rebuliço, muita conversa, mas a decisão foi tomada. Este episódio serve para mostrar algo recorrente nas empresas, onde o RH junto aos gestores solicitantes de vagas protagonizam decisões, cruciais como a de Lulu Santos no The Voice Brasil. Nem sempre escolhemos os melhores, as vezes sim, e muitas não! Mas faz parte do jogo, há uma enorme subjetividade dentro de todo processo de escolha de um candidato para ocupar uma vaga na empresa. Quantos Dom Paulinho, brotam na nossa frente? Quantos dispensamos? Mas quantas Luana também nos aparecem que surpreendem, e quantas decepcionam e quantas vezes nos arrependemos por ter dispensado o nosso Dom Paulinho?

Procuramos minimizar o erro das escolhas usando uma série de artifícios, como testes psicológicos, testes de perfil comportamental, testes de conhecimento, dinâmicas de grupo, etc, além do sentimento, da percepção, da inferência que temos acerca dos candidatos. Quantas vezes, nos deparamos com escolhas equivocadas, mesmo usando todo este aparato? E quanto pagamos por isso? Às vezes caro, e demais! Mas este é o jogo, que me lembra a letra da música de Guilherme Arantes que fico famosa na interpretação de Elis Regina que se chama Aprendendo a Jogar onde o refrão diz: “Vivendo e aprendendo a jogar
Vivendo e aprendendo a jogar
Nem sempre ganhando
Nem sempre perdendo
Mas aprendendo a jogar”.

É isso aí, a empresa precisa aprender a lidar com as escolhas, onde nem sempre os melhores são os selecionados, e no fundo, no fundo, a decisão final muitas vezes é tomada pelo nosso feeling, pela nossa empatia, pela nossa percepção e vontade. Será que estamos dispensando o melhor? Será que ele era realmente o melhor? Bem, estes são dilemas que empresas, RH e gestores se questionam, e no fim prevalece sempre a escolha feita.

Alexandre Dantas