Case de Sucesso - Coaching: Redesenhando carreiras e possibilidades

02/05/2014 22:19
É difícil imaginar uma pessoa mais destinada ao sucesso do que um jovem executivo vendo-se como futuro CEO de uma grande empresa. Ele era inteligente, competente, confiante e determinado. A empresa estava empolgada com seu desempenho e não parecia haver limites para o seu futuro.

“Mas ele não gostava nem um pouco do seu trabalho”, disse o coach, “ele sentia-se preso.”

A despeito das aparências, o executivo estava infeliz com sua trajetória profissional. Por isso, ele contratou um coach para ajudá-lo a reencontrar o caminho de sua vida profissional. O coach admite ser raro um profissional pagar de seu próprio bolso serviços de coaching, mas afirma que isto reitera quão sério era aquele jovem no que vale ao seu potencial.

“Ele via aquilo como um investimento em sua carreira, disse o coach, “Ele sabia que o coaching o poderia ajudar a conquistar seus objetivos.”

A primeira coisa a fazer era identificar quais os problemas que o coachee enfrentava no trabalho. O Coach descobriu que o rapaz frequentemente discutia com seus superiores e que expressava um genuíno desconforto em situações de equipe. Além disso, o executivo sentia-se sobrecarregado pois tinha de fazer tudo sozinho. Por fim, frequentemente se desentendia ou ignorava as pessoas, criando entre seus pares a reputação de condenscendente e arrogante.

“Ele era muito esperto. Mas ficou com a fama de sabichão.” Contou o coach.

Obviamente, o executivo em nada se esforçava para conhecer seus colegas, tampouco para entender suas preferências. Mas havia outra razão subjacente causando estes problemas. Para começar, ele desconhecia seu próprio estilo comportamental. Também tinha muita dificuldade para delegar tarefas, e o trabalho em equipe era um mistério. Talvez o mais importante, contudo, era estar se debatendo em um ambiente incompatível de trabalho.

“Seu departamento não nutria a criatividade, nem mudanças. Ele era dinâmico e adorava experimentar coisas novas. A cada passo que dava enfrentava muita resistência.” – Disse o coach.
 
 

O coach conversou com seu cliente sobre estagnação profissional e possíveis soluções. Colocando em primeiro lugar as necessidades do executivo, o coach evitou utilizar métodos pré-estabelecidos ou instrumentos aleatórios.
 
“Sempre falo com a pessoa primeiro, para depois criar uma solução. Dependendo da situação, avalio qual a melhor abordagem.”

O coach decidiu desenvolver as habilidades de comunicação daquele executivo, e a ensiná-lo a respeito de seu próprio estilo comportamental. Também quis mostrá-lo os perfis de seus colegas. Um objetivo paralelo, e talvez o mais importante, era encontrar um ambiente propício para os talentos e motivações do seu cliente.

“A empresa possuía verdadeiros bolsões de criatividade, nós só precisávamos encontrar a que fosse a melhor para ele.” – Afirmou o coach.

Para ajudá-lo a chegar aos objetivos traçados, foi aplicado ao executivo a ferramenta DiSC®. Ambos discutiram os resultados do seu perfil, dando ênfase às informações sobre seus motivadores e preferências. O executivo rapidamente compreendeu o modelo DiSC® e sua utilidade na situação profissional em que se encontrava.

“Ele percebeu porque um alto C agia de determinada maneira e também porque ele agia de outro modo, o que também o ajudou a aceitar que isto não era uma falha, nem de um, nem de outro.”

O DiSC® também mostrou-se útil quando aplicado a alguns colegas do executivo. Comparar seu estilo comportamental com o de seus colegas foi fundamental, pois pela primeira vez ele soube como melhor se comunicar com seus pares.
 
Com todas estas novas informações, passaram a analisar o trabalho produtivo em equipe.

Nesta parte do coaching, o cliente aprendeu suas fortalezas e limitações no trabalho em equipe, e também como se combinava com seus colegas. Como ele sentia-se muito desconfortável trabalhando com pessoas, os resultados foram esclarecedores.
 
Ele tomou conhecimento das diferentes posturas e abordagens que as pessoas adotam em equipe, e isto o ajudou não só a entender a si mesmo, como também a cultura de sua equipe.

Através do coaching, o executivo aprendeu mais sobre seu próprio comportamento. Descobriu também como era percebido pelos outros, o que o ajudou a entender a razão das falhas de comunicação no passado. Este aprendizado, unido a recém-adquirida habilidade de identificar os estilos comportamentais de seus colegas, ajudou a torná-lo mais eficiente ao lidar com pessoas. Consequentemente, o executivo tornou-se menos autocentrado, o que segundo o coach só tem a colaborar com a comunicação eficiente.

“Ele agora atenta às necessidades dos outros, e não só às próprias. Também tornou-se muito melhor ouvinte.” - Contou o coach.

Todo este aprendizado levou o executivo a uma poderosa conclusão: Seu ambiente de trabalho era completamente incompatível com ele, e precisava seguir em frente. Ele percebeu que precisava de um ambiente criativo, o que aquele departamento jamais poderia se tornar. Além disso, mesmo que tão radical mudança organizacional fosse possível, ele não seria a pessoa correta para inciá-la.

Segundo o coach, “Sua relação com os colegas havia se tornado nociva, e a culpa não era exclusivamente deles. Ele percebeu que não conseguira conquistar a confiança dos outros antes de tentar grandes mudanças.”

Isso levou o executivo a tomar a difícil decisão de transferir-se para outro departamento, na mesma empresa. A esperança era a de que um novo começo, amparado pelo desenvolvimento de suas habilidades de comunicação, seria o melhor para ele. Foi exatamente o que aconteceu.

“Ele está muito feliz com seu novo trabalho”, disse o coach, “e seu novo gerente está extasiado com seu progresso.”

O executivo encontrou o ambiente criativo de que precisava, e o uso de suas melhoradas habilidades tornou mais eficiente sua comunicação e trabalho com os novos colegas. Um dos mais significativos progressos foi a ampliada capacidade de delegar que ele desenvolveu.

Ainda segundo o coach, “Em seu antigo trabalho ele não conseguia dizer Não. Se estressava e se sobrecarregava demais; com mais conhecimento sobre si mesmo e sobre o trabalho em equipe, isso melhorou muito.”

Mais do que apenas possibilitar uma boa transição, o coaching teve continuidade para manter afiadas as novas habilidades. Eles criaram um plano de ação para o contínuo aprimoramento e decidiram determinar metas quase mensais. O coach também se reuniu com o novo chefe do cliente para discutir maneiras através das quais poderia o exectuvi potencializar seus talentos.

Como resultado de todo o processo, o jovem executivo recuperou a motivação para se destacar. A organização em que trabalha também se beneficiou, dado que a ajudava com o uso de suas habilidades. “A combinação perfeita”, concluiu o coach.
 
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